O Seminário Econômico e Investimentos, realizado no dia 26 de outubro e faz parte do segundo dia do Connect 2023, organizado pela Fundação Família Previdência. O evento apresentou cenários políticos e macroeconômicos para o próximo ano. Para Felipe Sichel, sócio e economista-chefe da Modal, as duas questões estão intimamente relacionadas. Os resultados das urnas, o pano de fundo macroeconômico, externo e interno, deve direcionar as ações do próximo governo. As atenções dos investidores devem se voltar à nova proposta para o teto de gastos e acréscimo de custos, como, por exemplo, a manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600.

Tiago Berriel, sócio e estrategista do BTG Pactual, abordou os possíveis cenários macroeconômicos para 2023 no Brasil. Apesar da previsão de queda na inflação, o índice deve seguir acima da meta, forçando um menor crescimento para o próximo ano.

Bruno Marques e Marcos Peixoto, sócios da XP, encerraram o ciclo de palestras da manhã falando sobre mercado e investimentos. Bruno falou sobre cenário internacional e destacou o impacto da alta de juros nos Estados Unidos. “Quando juros sobem num país desenvolvido, como os EUA, você tem que reprecificar tudo no mundo inteiro”, afirmou.

Marcos falou ainda sobre renda variável e apontou que a Ibovespa retomou níveis de valuation de 2015, ano de recessão, embora as empresas estejam com melhor saúde financeira. O executivo percebe que o mercado de renda variável evoluiu no Brasil nos últimos anos, atraindo o investidor comum.

O evento também contou com a participação do diretor do Instituto Brasilis, Alberto Carlos Almeida, do economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito, e do gestor responsável por Global Equities da Kinea, Ruy Alves.