A última webinar apoiada pela Tchê Previdência em 2020 discutiu as melhores práticas ambientais, sociais e de governança corporativa (ASG) com especialistas da SulAmérica. O tema não poderia ser mais relevante: inovação e sustentabilidade. Ou melhor, inovação com sustentabilidade. É possível equilibrar o crescimento com práticas sustentáveis? Além disso, é possível inovar e criar novos produtos e serviços em um mundo cada vez mais competitivo? Os palestrantes presentes no evento mostraram que sim. E com entusiasmo.
A webinar, que teve a mediação de Gilmar Caldas Peres, diretor da Tchê, contou com a participação de Alexandre Putini, Diretor de Transformação Digital, Inovação e Advanced Analytics da SulAmérica, com o Superintendente de Sustentabilidade, da mesma empresa, e com a fala da jovem empreendedora responsável pelo Relacionamento Institucional do Projeto Vaga Lume.
Focada na transformação digital, a Sul América aposta em uma gestão moderna, que incentiva a criação de novas ideias que sejam capazes de tornar a experiência dos usuários mais ágil, segura e satisfatória.
O que é transformação digital, o que é inovar? Alexandre Putini encara os desafios de forma interessante. Sua filosofia de trabalho é a mesma de seus colegas. “Se desafiar, fazer diferente, ser criativo. Time que está ganhando se mexe, se não mexer ele para de ganhar”, disse. Ele destacou que a SulAmérica tem investido pesado em tecnologia digital e, além disso, comentou como a empresa percebe o cenário atual, que exige esforços coordenados e ideias “fora da caixinha”. Putini acrescenta ainda que o método de trabalho da empresa “nunca amassa uma ideia e joga no lixo. Não tem pré-julgamento. Apareceu uma ideia e foi dividida com a equipe, ela sempre vai ser avaliada. Isso gera engajamento”.
A SulAmérica busca se posicionar “como uma empresa de saúde integral, que visa entregar para as pessoas saúde física, emocional e financeira”. A receita vem dando certo. Nesse sentido, uma etapa importante nos processos e rotinas de trabalho diz respeito ao uso de dados. Para transformá-los em informação é preciso ir muito além da simples coleta. Sempre tendo em mente a manutenção de protocolos de segurança rigorosos, é preciso combinar esse dados para gerar informação e conseguir transformar a vida das pessoas.
Para Tomas Carmona, isso já não é mais uma tendência, mas cada vez mais se torna parte da realidade das empresas. Para ele, as novas gerações exigem um nível maior de preocupação com o meio ambiente. Elas são mais engajadas na causa ambiental e as empresas precisam acompanhar essa mudança. Os jovens “querem empresas capazes de gerar impactos positivos [no meio ambiente]. A tendência é que isso se torne uma exigência. Quem não tiver vai ficar pra trás”. Um dos desafios colocados aos gestores de grandes empresas consiste justamente em pensar e estruturar a cadeia produtiva de seus negócios de forma a diminuir esses riscos e impactos. “Se as pessoas não conseguirem olhar para uma organização e saber o que seu trabalho impacta na sociedade e no meio ambiente, as pessoas vão pular fora, afirmou Carmona.
Um exemplo desse movimento é a atuação do Projeto Vaga Lume. O projeto é voltado ao empoderamento de crianças residentes em comunidades rurais da Amazônia. Através da promoção do exercício de leitura, criação de organização de bibliotecas comunitárias, o Vaga Lume visa levar e compartilhar conhecimento e saberes às crianças da região. Thaissa Grossmann conta que um dos pilares básicos do projeto consiste no foco em crianças e jovens, “que representam o futuro do país”. Ela ressalta que o Vaga Lume acredita que esse impacto precisa ser contínuo na vida das pessoas para transformá-las.
Para Thaissa, “se você der apenas o instrumento, a pessoa não necessariamente vai saber utilizar aquele instrumento”. O projeto, apoiado pela SulAmérica, aposta na conexão entre os livros e as pessoas, o intercâmbio cultural e a gestão comunitária como alguns de seus pilares.


